
volume
As Filhas do Falecido Coronel
30 de maio de 2026
ficou na estante com7 de 10
elegíaco, claustrofóbico e íntimo
serpenteante mas leve mas afiado
Marcações
Como é curto, deixa muita interpretação a ser feita pelo leitor. A não ser pelas duas protagonistas, os demais personagens quase não aparecem. Apesar de curto, constrói imagem muito coerente sobre a personalidade das irmãs. É interessante.
“Vamos ser fracas, está bem, Jug? Ser fraco é muito mais agradável do que ser forte.”
p. 31
“«Porque é que as fotografias dos mortos se apagam sempre tanto?», perguntou-se Josephine. Logo que uma pessoa morria, a fotografia morria também.”
p. 55
“Como se conhecia homens? Ou, mesmo depois de se travar conhecimento com eles, como se ficava a conhecê-los suficientemente bem para passarem a ser mais do que estranhos?”
p. 56
“Tivera esta vida, em que saía à pressa, trazia coisas para casa em sacos, comprava coisas à condição, preparava os tabuleiros do pai e tentava não o aborrecer. Mas tudo parecia ter acontecido numa espécie de túnel. Não era real. Só nas vezes em que saíra deste túnel para o luar, para a beira-mar, ou para uma tempestade, se sentira realmente ela mesma. O que significava isto? O que lhe faltava sempre? Até onde poderia levá-la? E agora? Agora?”
p. 58
Proveniência
Recomendação do livro Para Ler Como Um Escritor
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