
volume
Brancura
por Jon Fosse
4 de junho de 2026
ficou na estante com7 de 10
reflexivo, contido e lírico
lento mas esparso
Marcações
Onírico, muita reflexão do autor que está perdido numa floresta escura. As reflexões lembram os nossos próprios pensamentos errantes. Também lembra por vezes uma linha de meditação com foco no momento presente, que analisa o espaço onde estamos. Com foco nas reflexões e nas palavras, a leitura foi bem fácil. Escrita é fluxo de consciência, texto inteiro sem parágrafos. Se fosse há 1 ano, teria sido desafiadora. Fico feliz com minha capacidade de ler criticamente um texto que é claramente complexo. Não sei se é o estilo do Jon Fosse , quero sim ler algum outro livro dele para avaliar melhor. Dizem que a obra prima é Septology, também no estilo de fluxo de consciência, mas que é legível apesar da complexidade.
“Continuo parado. Escuto o silêncio. Talvez seja só maneira de falar. E, se agora tenho de me manter longe de alguma coisa, é de metáforas. Essa escuridão me amedronta.”
p. 19
“Eu posso me mover o quanto quiser. Posso ir aonde quiser. Ninguém pode me dizer que não. Não, ninguém. E por que eu fico parado então. Por que então eu não faço nada. Talvez porque eu esteja cansado, mas é justamente por isso que gostaria de sentar na pedra redonda, para des- cansar um pouco. Sim, é o que vou fazer.”
p. 50
Proveniência
Karl Ove Knausgård cita Jon Fosse como referência, é autor conterrâneo norueguês
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